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Histórico

Publicado: Segunda, 21 de Outubro de 2013, 17h37 | Última atualização em Quinta, 13 de Janeiro de 2022, 12h55 | Acessos: 18422

 

Dragões: tradição e história

 

O atual 1º Regimento de Cavalaria de Guardas - Dragões da Independência - foi criado em 13 de maio de 1808, aniversário do então príncipe Regente do Brasil, Dom João VI. Naquela época, o intuito, conforme relatos históricos, era instituir uma tropa responsável pela guarda dos integrantes da coroa portuguesa em solo brasileiro. Depois, transformou-se na guarda de honra do Imperador e, ainda hoje, serve à mais alta autoridade do País: o presidente da República.

 

Apesar de, oficialmente, ter origem no início do século XIX, as raízes históricas do Regimento começa em 1711, quando foram criadas as primeiras companhias de cavalaria, ou a cavalo, para cuidar do ouro encontrado em Minas Gerais. Naquele tempo, a tropa já recebera o nome de “Companhia de Dragões”, seguindo a tradição portuguesa. Dragões remetem a “militares”, que na cavalaria de Portugal, eram designados a manter a ordem pública.

 

Com o passar do tempo, essas companhias avulsas, constituídas de equipamentos e pessoal estrangeiro, foram desfeitas e, com a criação do Exército do Império, passam a ganhar estrutura de maneira mais organizada. Neste meio tempo, Joaquim José da Silva Xavier, que mais tarde seria conhecido como “Tiradentes”, chegou a integrar uma das unidades de Dragões em solo brasileiro.

 

Até chegar à organização atual, o 1° RCG recebeu outros nomes e teve duas sedes, uma no Rio de Janeiro e outra em Brasília, para onde foi migrada no final da década de 1960 com o empenho do então comandante, Cel João Baptista de Oliveira Figueiredo. A área em que o quartel está situado tem cerca de 10 km quadrados, o que o torna, além de mais tradicional, a maior unidade de cavalaria do Exército Brasileiro.

 

Ao longo do tempo, o “1° de Cavallaria” participou dos principais fatos históricos do Brasil enquanto nação. O momento de maior simbolismo, que inclusive dá à tropa a nomenclatura de “Dragões da Independência”, foi quando, em 1822, Dom Pedro I declarou o País independente de Portugal. Na obra “Independência ou Morte”, o artista Pedro Américo retrata no episódio a presença da tropa a cavalo que acompanhava o novo Imperador.

 

Mais adiante, em 1889, os “Dragões” estavam representados na Proclamação da República por meio do cavalo usado pelo Marechal Deodoro da Fonseca. Ao instituir a nova forma de governo, o militar montava um cavalo de pelagem baia, com a numeração 6, que pertencia ao Regimento. Ainda hoje, esse é um dos símbolos do comandante do 1º RCG, usados em formaturas e solenidades, assim como o penacho branco no capacete e a espada que pertenceu ao Tenente Boa Vista – militar da Imperial Guarda de Honra que tombou em combate representando o Brasil.

O 1º RCG participou ainda de várias campanhas militares. Esteve na Revolução Pernambucana de 1817, da Confederação do Equador em 1823 e na Guerra da Cisplatina, com início em 1825. Ao longo deste conflito, em que o Brasil Império disputava com as Províncias do Rio da Prata o território que hoje é o Uruguai, ocorreu a histórica Batalha do Passo do Rosário. Nela, quase todos os militares do “1º de Cavallaria” foram dizimados pelos adversários, ao defender a retirada das tropas brasileiras do campo de batalha.

O Regimento acumula ainda atuação na Revolta da Esquadra de 1892, na Revolta Federalista de 1894, Campanha de Canudos em 1897, Revolta do Batalhão Naval em 1910, Revolução de 1922, Revolução de 1924, Revolução de 1930, Revolução de 1932, Intentona Comunista em 1935 e no Movimento Integralista de 1938. Atualmente, os militares continuam a cumprir missões dentro e fora do Brasil. É o caso da Missão de Paz em Angola em 1997, composição da Força de Paz no Haiti em 2012, 2013 e 2016, Operação Arcanjo, no Rio de Janeiro, em 2016; e Operação Acolhida, na fronteira com a Venezuela, em 2018 e 2020.

 

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